Managing Partner
Carlos Bernardo Gonçalves
20+ anos em M&A, structured finance e corporate finance. Experiência em modelagem de earn-outs, contingent consideration e instrumentos híbridos sob IFRS 9.

Modelagem defensável para payoffs não-lineares.
A avaliação de derivativos é demandada por instituições financeiras, gestoras de fundos, M&A counsel e companhias listadas. Em todos os casos, o desafio central é demonstrar que o modelo aplicado é defensável dado o payoff e os dados de mercado disponíveis.
A escolha do modelo é determinada pela estrutura do payoff: não por preferência metodológica. Cada família resolve um conjunto específico de problemas, e aplicar o modelo errado é falha técnica antes mesmo dos inputs.
Aplicado a opções europeias plain-vanilla sobre ativo único com volatilidade constante e exercício único na maturidade. Extensões: Merton para opções sobre ações com dividendos, Garman-Kohlhagen para FX, Black-76 para opções sobre futuros: calibram o modelo para classes específicas. Útil para benchmarking inicial mesmo quando o payoff real exige modelagem com payoff condicional.
Aplicado a opções americanas com possibilidade de exercício antecipado, opções com dividendos discretos e opções com barreiras simples. O modelo binomial permite tratamento explícito de eventos discretos no tempo: útil para stock options com cliff vesting, earn-outs com gatilhos anuais e instrumentos com renovação contratual.
Aplicado a payoffs que dependem da trajetória completa do underlying (path-dependent), múltiplos underlyings correlacionados, ou estruturas com payoff não-monótono. Cobre earn-outs com cap e floor, opções asiáticas, opções com lookback, payoffs em cesta correlacionada e contingent consideration com gatilhos múltiplos. Calibração de correlação e volatilidade é o ponto técnico crítico.
O procedimento abaixo é aplicado integralmente a derivativos materiais. Para derivativos plain-vanilla com mercado ativo (Level 1 / Level 2), o procedimento é simplificado para mark-to-market direto ou mark-to-model com inputs observáveis.
Análise contratual completa para identificar todas as opcionalidades embarcadas, gatilhos de exercício, cláusulas de cap, floor, barreira, knock-in/knock-out e dependência de trajetória do underlying.
Determinação da classificação sob CPC 48 / IFRS 9: fair value through P&L (FVTPL), fair value through OCI (FVTOCI), ou outra categoria aplicável, com tratamento explícito de derivativos embarcados que exigem separação do host contract.
Escolha justificada do modelo de avaliação conforme estrutura do payoff. Modelos mais simples são preferidos quando produzem resultado equivalente: Occam aplicado ao quantitativo.
Construção das curvas de juros (zero rate por currency, com bootstrapping de swaps e treasuries), curvas de volatilidade implícita, correlações históricas e implícitas, dividendos esperados e custos de carregamento.
Para derivativos sobre ativos sem mercado líquido (private equity, real estate, intangíveis), construção da distribuição esperada do underlying via DCF, simulação de cenários ou volatilidade histórica de proxies setoriais.
Execução do modelo selecionado com inputs calibrados. Para Monte Carlo, mínimo de 100.000 simulações com testes de convergência. Para lattice, número de steps suficiente para precisão de 0,1% no fair value.
Cálculo de delta, gamma, vega, theta e rho para mensurar sensibilidade aos inputs críticos. Em derivativos materiais, sensibilização adicional aos parâmetros do modelo (correlação, volatilidade não-observável).
Documentação completa do modelo, inputs, fontes, calibração e código. Laudo formal sob padrão CPC 48 / IFRS 9, com disponibilidade para defesa em revisão por auditor e administrador fiduciário.
Derivativos são a classe técnica onde modelo e inputs estão sob escrutínio simultâneo. Os pontos abaixo concentram o maior volume de revisão.
Em derivativos sobre ativos com mercado líquido, a hierarquia CPC 46 / IFRS 13 exige uso de volatilidade implícita observável. Substituir por volatilidade histórica sem justificativa é desclassificação imediata de Level 2 para Level 3.
Para opções sobre empresas privadas, volatilidade é construída via proxies setoriais: listadas comparáveis com ajuste por leverage. A escolha da amostra e o ajuste são pontos técnicos críticos.
Em earn-outs com gatilhos múltiplos ou opções em cesta, a correlação entre os underlyings determina materialmente o fair value. Correlação histórica simples falha em períodos de stress: modelos com correlação condicional ou copulas são exigidos em engajamentos com gatilhos múltiplos correlacionados.
A IFRS 9 exige separação de derivativos embarcados que não são "closely related" ao host contract. A análise de separabilidade é subestimada com regularidade, particularmente em conversíveis, contratos de fornecimento com cláusulas de revisão de preço e leases com opções.
Earn-outs comportam-se como call spreads sobre métricas operacionais futuras. Modelar como expected value ponderado por cenários, sem capturar a opcionalidade, é erro técnico comum que sub-avalia o instrumento.
Derivativos materiais entre partes privadas exigem ajuste DVA/CVA (Debit/Credit Valuation Adjustment) para refletir o risco de crédito bilateral. Omitir o ajuste é deficiência de defensibilidade em engajamentos críticos.
| Norma | Escopo |
|---|---|
| CPC 48 / IFRS 9 | Instrumentos Financeiros: classificação, mensuração, derivativos embarcados, hedge accounting. |
| CPC 46 / IFRS 13 | Mensuração do Valor Justo: hierarquia Level 1, 2 e 3, técnicas de avaliação, sensibilidade. |
| CPC 10 / IFRS 2 | Pagamento Baseado em Ações: mensuração de stock options e instrumentos com liquidação em equity. |
| CPC 15 / IFRS 3 | Combinações de Negócios: referência para mensuração inicial e subsequente de earn-outs e contingent consideration. |
| IVS 500 | Crédito Privado & Estruturados: padrão internacional para avaliação de instrumentos financeiros, incluindo derivativos. |
| CVM Inst. 235, 475 | Divulgação de derivativos por companhias abertas e fundos de investimento estruturados. |
Engajamentos envolvendo avaliação de derivativos e opcionalidades embarcadas conduzidos pela equipe CBG.
Caso · Infraestrutura
Avaliação de cota Level 3 com tratamento de opcionalidades regulatórias e cláusulas de revisão contratual no horizonte de concessão.
Caso · Telecom
Marcação a fair value de cota Level 3 em fundo de PE estrangeiro, com tratamento de earn-outs e cláusulas de drag-along.
Caso · Cross-border
Avaliação cross-border com tratamento de cláusulas de renovação de contratos hoteleiros e opcionalidades operacionais.
Caso · Listada B3
Impairment e diferido em rede de concessionárias automotivas, com tratamento de gatilhos contratuais de renovação por bandeira.
Managing Partner
20+ anos em M&A, structured finance e corporate finance. Experiência em modelagem de earn-outs, contingent consideration e instrumentos híbridos sob IFRS 9.
Sr. Manager · BV
10+ anos em consultoria de valuation, com passagem prévia por Big Four. Experiência específica em mark-to-model de derivativos e cotas Level 3.
Manager · BV
10+ anos em valuation, com background em Monte Carlo, modelos lattice e calibração de inputs de mercado para instrumentos estruturados.
Próximo passo
Reunião exploratória de uma hora, sob NDA, com diagnóstico inicial de cenário e mapeamento de premissas críticas. Sem custo, sem compromisso.
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