Crédito Privado & Estruturados

Marcação independente para instrumentos de crédito sem mercado ativo.

Padrões aplicáveis

CPC 48 · CPC 40 · IFRS 9 · CPC 46 · IFRS 13 · CVM 175

Equipe líder

Carlos B. Gonçalves · Maria Messeder · André Freitas

Mandato típico

3 a 8 semanas, com possibilidade de engajamento continuado para marcação periódica

Quando essa prática é aplicada

Quando essa prática é aplicada

A marcação a fair value de cotas Level 3 é demandada por administradores fiduciários para atender CVM 175 e pelo auditor do fundo na revisão anual. Engajamentos de crédito privado e dívida estruturada são contratados por instituições financeiras detentoras dos instrumentos.

Abordagens por tipo de fundo

Abordagens por tipo de fundo

A natureza econômica do ativo subjacente determina a metodologia dominante. Não há fórmula única: cada classe exige calibração específica e justificativa explícita no laudo.

FIDC · Direitos Creditórios

Modelo de fluxo dos recebíveis com PDD calibrada

Projeção de fluxo de caixa dos direitos creditórios cedidos ao fundo, com curva de inadimplência por safra, prazo médio efetivo, taxa de antecipação e despesas do fundo. Desconto a taxa equivalente a instrumentos de mesma duration e qualidade de crédito. Para FIDCs multicedentes, análise de concentração e correlação de risco.

FIP · Equity Privado

Avaliação portfolio look-through dos investimentos

A avaliação de cotas de FIPs (Private Equity) é conduzida pela linha de Business Valuation, que avalia cada empresa do portfólio do fundo com metodologia adequada ao estágio e setor. Para o cliente que demanda a marcação periódica da cota, o trabalho é integrado entre as duas práticas técnicas da CBG.

FII Papel · Crédito Imobiliário

FIIs de papel (CRIs e LCIs)

Em FIIs cuja carteira é majoritariamente de papel (CRIs, LCIs, LCAs), avaliação por método de fluxo de caixa descontado com curva de desconto calibrada por rating e prazo, ajustada por risco específico de cada papel. FIIs equity (com imóveis físicos) são endereçados pela linha de Real Estate.

FIM · Multimercado e Crédito

Avaliação por linha do portfólio

Em FIMs com ativos heterogêneos, avaliação por linha: derivativos a mark-to-model, crédito privado a custo amortizado ou fair value conforme classificação, equity a fair value via mercado ou DCF, instrumentos estruturados a modelo específico do payoff. Soma ponderada com tratamento de despesas e taxa de administração.

Procedimento técnico

Procedimento técnico

O procedimento abaixo é aplicado a engajamentos de marcação a fair value de cotas Level 3. Em engajamentos recorrentes, etapas 1 a 3 são feitas no engajamento inaugural e revisadas anualmente; etapas 4 a 8 são executadas a cada data de marcação.

  1. Análise da estrutura do fundo

    Leitura completa do regulamento, política de investimento, estrutura de classes de cotas, waterfall, taxa de administração e performance, e cláusulas de subordinação ou preferência entre classes.

  2. Identificação dos ativos materiais do portfólio

    Mapeamento de todos os ativos detidos pelo fundo, com classificação por tipo (equity, dívida, derivativo, real estate, recebível) e materialidade relativa ao patrimônio líquido total.

  3. Definição de metodologia por classe de ativo

    Para cada classe identificada, definição explícita da metodologia aplicada e dos inputs requeridos. Para ativos com mercado ativo (Level 1), uso de preço observável. Para Level 2/3, modelo justificado com inputs documentados.

  4. Coleta e validação de dados

    Demonstrações financeiras dos investidos, contratos materiais, dados de mercado (curvas, volatilidades, comparáveis), demonstrações do fundo e movimentações desde a última data de marcação.

  5. Avaliação individual dos ativos

    Aplicação da metodologia definida para cada ativo material. Para ativos imateriais, abordagem simplificada: última transação, custo amortizado ou NAV declarado, com justificativa.

  6. Construção do NAV do fundo

    Soma dos fair values dos ativos, dedução de passivos (despesas, taxa de administração devida, performance fee apurado), aplicação de waterfall quando há classes distintas de cotas, e cálculo do fair value por cota.

  7. Análise de sensibilidade

    Sensibilização aos drivers críticos de cada classe: taxa de desconto, curva de inadimplência, cap rate, volatilidade. Documentação do range aceitável e do ponto central justificado.

  8. Working papers, laudo e defesa técnica

    Working papers arquivados por sete anos, laudo formal sob padrão CPC 48 / IFRS 9 e CVM 175, e disponibilidade para defesa em revisão por administrador, auditor do fundo e cotista institucional.

Áreas de atenção

Áreas de atenção

Marcação de cotas Level 3 é a área com maior volume de revisão recorrente do mercado brasileiro: administradores fiduciários têm responsabilidade primária e exigem documentação completa.

Padrões aplicáveis

Padrões aplicáveis

Norma Escopo
CPC 48 / IFRS 9 Instrumentos Financeiros: classificação, mensuração, ECL (expected credit loss), hedge accounting.
CPC 40 / IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Evidenciação: disclosures requeridos por classe e nível de hierarquia.
CPC 46 / IFRS 13 Mensuração do Valor Justo: hierarquia Level 1, 2 e 3, técnicas, inputs observáveis e não-observáveis.
CPC 39 / IAS 32 Apresentação de instrumentos financeiros: distinção entre passivo e equity, separação de componentes em instrumentos híbridos.
CVM 175 Marco regulatório dos fundos de investimento: substituiu ICVM 555 e estabelece responsabilidade do administrador na marcação.
Res. CMN 4.966 Aplicável a instituições financeiras: provisão para perdas esperadas, classificação de instrumentos.
Anbima · Códigos Códigos de auto-regulação aplicáveis a fundos estruturados, administração e gestão de recursos.
Casos representativos

Casos representativos

Engajamentos de marcação a fair value de cotas Level 3 e instrumentos financeiros conduzidos pela equipe CBG.

Equipe líder

Equipe líder

Managing Partner

Carlos Bernardo Gonçalves

20+ anos em M&A, structured finance e corporate finance. Experiência específica em marcação de cotas Level 3 para administradores fiduciários e auditoria de fundos estruturados.

Sr. Manager · BV

Maria Messeder

10+ anos em consultoria de valuation, com background em fundos estruturados, crédito privado e instrumentos híbridos.

Manager · BV

André Freitas

10+ anos em valuation, com experiência em mark-to-model de FIDC, CRI, CRA e securitizações e calibração de curvas de inadimplência empíricas.

Próximo passo

Para discutir um engajamento de Crédito Privado.

Reunião exploratória de uma hora, sob NDA, com diagnóstico inicial de cenário e mapeamento de premissas críticas. Sem custo, sem compromisso.

Iniciar conversa