
Inventário patrimonial e vida útil
Do inventário físico ao laudo do imobilizado.

Do inventário físico ao laudo do imobilizado.
Em empresas intensivas em capital, o imobilizado está entre os maiores ativos do balanço. O inventário físico confirma que cada bem existe e está onde o cadastro indica, a conciliação acerta o cadastro com a contabilidade e a revisão de vida útil ajusta a depreciação ao uso real.
O CPC 27 exige que a vida útil e o valor residual sejam revisados ao menos ao fim de cada exercício e que componentes relevantes com vidas diferentes sejam depreciados separadamente. Mudanças de estimativa são aplicadas de forma prospectiva, na depreciação do período da mudança e dos seguintes, sem reapresentação dos anteriores (CPC 23).
A existência física e o cadastro também sustentam o teste de impairment, os seguros, as garantias e, nas concessões, a base de ativos reconhecida pelo regulador.
CPC 27 · IAS 16 · CPC 23 · CPC 01
O levantamento em campo identifica e plaqueta cada bem, registra estado e localização e confronta o resultado com o cadastro patrimonial e com o razão contábil. Bens não localizados, bens sem registro e agrupamentos indevidos são tratados com a contabilidade antes do fechamento.
A conciliação produz o cadastro saneado que serve de base para a depreciação, os seguros e as auditorias seguintes.
A vida útil econômica remanescente é estimada por classe de bem, com base em estado, manutenção, obsolescência e planos de uso. Quando a finalidade pede, o mesmo trabalho determina o valor de mercado ou o custo de reposição depreciado de máquinas e equipamentos, sob a NBR 14653-5 e o IVS 300.
A depreciação fiscal segue as taxas previstas pela Receita Federal, e a diferença em relação à depreciação contábil é ajustada na apuração do lucro real.
NBR 14653-5 · IVS 300 · IN RFB 1.700/2017
Recomendação da auditoria sobre o imobilizado, aquisições e PPA, preparação para abertura de capital ou venda, renovação de seguros, constituição de garantias e troca de sistema patrimonial estão entre os motivos frequentes.
O escopo define as unidades a levantar, os critérios de capitalização e o nível de detalhe do cadastro. A equipe de ativos fixos executa o levantamento, a conciliação e a revisão de vida útil, e o laudo traz o cadastro saneado, as premissas por classe e a memória de cálculo.
Ao menos ao fim de cada exercício, segundo o CPC 27. A revisão pode manter as estimativas anteriores, desde que fique documentada.
A norma contábil não fixa periodicidade para o inventário físico, mas a existência dos bens precisa ser comprovável. Levantamentos periódicos dão essa comprovação à administração e à auditoria.
A vida útil contábil reflete o uso esperado do bem, e a taxa fiscal segue as regras da Receita Federal. As duas podem diferir, e a diferença é ajustada no Lalur, na apuração do lucro real.
Engenheiro com registro no CREA e anotação de responsabilidade técnica (ART). A avaliação de máquinas e equipamentos sob a NBR 14653-5 é atribuição da engenharia (Lei 5.194/1966, art. 7º).
Pode. Etiquetas com código de barras ou RFID aceleram os inventários seguintes e permitem controle contínuo dos bens.